Economia

PIB goiano cresce 5,7% no segundo trimestre e supera novamente crescimento nacional que foi de 3,2%

O último levantamento feito pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), órgão jurisdicionado à Secretaria-Geral de Governo,...

O último levantamento feito pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), órgão jurisdicionado à Secretaria-Geral de Governo, apontou crescimento de 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás no segundo trimestre de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado. O número é superior ao crescimento nacional que foi de 3,2%. O resultado positivo foi puxado pelos desempenhos registrados na agropecuária, indústria e serviços. No mercado de trabalho, dados divulgados pelo IBGE mostraram queda significativa na taxa de desemprego, que passou de 12,4% para 6,8%, no período.

Ao fazer a leitura do cenário mundial, é constatado que a economia goiana também se mostra mais promissora do que a projeção feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que vem revisando para baixo as estimativas de crescimento do PIB mundial para este ano, sendo a última análise 0,4% abaixo do divulgado anteriormente, ficando na casa dos 3,2%. Percentual bem menor do que o crescimento mundial registrado em 2021, que foi de 6,1%.

Vale ressaltar que o cenário mundial é impactado pelo quadro inflacionário decorrente, sobretudo, do aumento nos preços de alimentos e de energia. Na questão geopolítica, os novos surtos de Covid-19 e a guerra na Ucrânia contribuem para refletir na desaceleração do crescimento mundial.

“Mesmo diante de um cenário desafiador no âmbito mundial e nacional, que tem puxado para baixo as expectativas de crescimento dos PIBs, Goiás tem seguido em ascensão nesse processo de retomada da economia. Muito desse resultado é advindo das ações de estímulo e de reestruturação do cenário goiano frente aos setores que demandam atenção, fomento e políticas públicas para prosperarem no pós-pandemia”, avalia o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.

Geração de emprego
No Centro-Oeste, Goiás segue como o Estado que mais gerou empregos formais no segundo trimestre de 2022 com saldo superior a 40 mil novas vagas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Outro indicador que reflete o bom desempenho do mercado de trabalho goiano é a queda na taxa de desocupação, que passou de 12,4%, no 2º trimestre de 2021 para 6,8% no 2º trimestre de 2022, segundo o IBGE.

Em relação ao mercado de trabalho formal, os dados também são positivos. Em Goiás houve geração de 40.289 novos empregos no 2º trimestre de 2022, acumulando, no 1º semestre, 76.441 novas vagas. Apesar do impacto negativo da pandemia, o saldo de emprego formal no Estado foi negativo em apenas cinco meses, durante a série histórica iniciada em março de 2020.

Agropecuária
No segundo trimestre de 2022, a agropecuária goiana cresceu 5,4% ante o recuo de 2,5% registrado no mesmo período no cenário nacional. Este saldo positivo deve-se, sobretudo, ao desempenho das culturas temporárias. Além disso, as adversidades climáticas que atingiram o Sul do país fizeram com que Goiás atingisse o segundo lugar, entre os Estados, na produção de soja, registrando safra recorde e significativo ganho de produtividade.

Indústria
Outro destaque no crescimento do PIB goiano neste segundo trimestre foi o setor industrial que avançou 5,9%, ante 1,9% de crescimento do segmento no âmbito nacional. Os resultados positivos ocorreram na construção civil, na indústria extrativa e na indústria de transformação. Ressalta-se a recuperação da indústria de transformação no Estado, que tinha como último registro positivo, o 3º trimestre de 2020.

As atividades da indústria com maiores taxas acumuladas no ano, no Estado, são a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (25,4%), puxada pelo incremento da produção de automóveis; e a fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,2%), puxada pelo aumento da produção de medicamentos.

Serviços
Em Goiás, o setor de serviços cresceu 5,5% no segundo trimestre de 2022, ante 4,5% registrado no Brasil. O bom desempenho foi puxado pelas atividades de administração; educação e saúde pública; defesa e seguridade social; comércio e transporte.